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19/12/18

Uxía e Narf: Sempre en Galiza



I eu cavilo na sombra fresca das carballeiras de Lalín,

nos piñeiraes da Beiramar de Noia,

nos arumes mariñeiros de Bueu,

no cumio de Monte Louro,

na frescura do meu mar de Rianxo,

na fonte cantareira da Estrada,

nos salseiros de Corrubedo,

no ar puro de Curtis,
 
na paz vizosa do Lérez.

(e síntome fortalecido) 

                                Castelao: Sempre en Galiza

07/05/16

No bico un cantar: O carro

O programa No bico un cantar da RTVG emitiu este programa relacionado co autor do poema e da música do texto "O Carro". A Terra Chá, Manuel María e Baldomero Iglesias son, entre outras e outros, os protagonistas deste programa. Se queres visualizalo, preme AQUÍ.


                                                     "O carro"

Non canta na Chá ninguén.
Por eso o meu carro canta.
Canta o seu eixo tan ben
que a señardade me espanta.

Non hai canto tan fermoso:
fino como un asubío.
Anque é, ás vegadas, saudoso,
faise, no ar, rechouchío.

O meu carro é cerna dura:
sábese carballo e freixo.
¡Que fermosa a súa feitura!
¡Que lixeireza a do eixo!

As cousas vanse aledando
por onde o meu carro pasa.
¡Carrétame herba pró gando!
¡Traime a colleita pra casa!
                                        Terra Chá (1954)

18/02/13

Grândola




Grândola, Vila Morena
Terra da Fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade!

Dentro de ti ó cidade,
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, Vila Morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, Vila Morena
Terra da fraternidade!

Terra da fraternidade,
Grândola, Vila Morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena!

Á sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola,a tua vontade!

Grândula,a tua vontade,
Jurei ter por companheira
À sombra de uma azinheira
Que já nao sabia a idade!
Que já não sabia a idade!

Letra: José Afonso
Voz: Amália Rodrigues

28/02/12

Acuarela. Toquinho




Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo.
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva.
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando contornando a imensa curva norte sul.
Vou com ela viajando, Havaí, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco navegando.
É tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno indo,
e se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida,
com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra eu consigo passar num segundo.
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega num muro.
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar.
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, e depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela
que um dia enfim….
descolorirá!”

A saia da Carolina


15/01/12

Música en galego

"Este espazo no universo da rede global está adicado á difusión da musica en galego"

Vía: Brétemas





29/12/11

Zélia Duncan

Catedral

Zélia Duncan


O deserto que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver que o céu é maior

Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar

É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver que o tempo é maior

Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está

No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar

Solidão, quem pode evitar?
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desagua dentro de mim
Amanhã, devagar
Me diz como voltar

É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver que o tempo é maior

Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está

No silêncio uma Catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar

Solidão, quem pode evitar ?
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e deságua dentro de mim
Amanhã, devagar
Me diz como voltar

Se eu disser que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser deixa pra depois
Não foi sempre assim

Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar

12/06/11

Já sei namorar

 

 

Já Sei Namorar
Tribalistas
Composição: Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.


Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair


Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também


Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juízo
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz


Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também


Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer

02/02/11

Fanny e Alexandre. Ameite-tanto

Eu sei que voute amar. Bebo e Cigala



Eu sei que vou te amar - Bebo & Cigala


Eu sei que voute amar
Por toda miña vida eu voute amar
En cada despedida eu voute amar
Desesperadamente, eu sei que voute amar
E cada verso meu será
Para te dicir que eu sei que voute amar
Por toda miña vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausencia tua eu vou chorar
Máis cada volta tua há de apagar
O que esta ausencia túa me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de vivir
A espera de vivir ao lado teu
Por toda miña vida